Atirador de Paracatu pode pegar até 150 anos de prisão, diz delegado

Em coletiva de imprensa realizada na manhã desta sexta-feira (31), a Polícia Civil deu mais detalhes sobre a conclusão do inquérito do caso do atirador que matou a ex-namorada e três fiéis em Paracatu, no Noroeste de Minas. De acordo com o delegado regional, Tiago Ludwig, o assassino pode pegar até 150 anos de prisão.

Ele deve responder por quatro homicídios com duas qualificadoras, sendo motivo torpe e sem possibilidade de defesa das vítimas e também por uma tentativa de homicídio contra o pastor Evandro Rama.

As quatro vítimas assassinadas são a ex-namorada, Heloísa Vieira Andrade, de 59 anos, Rosangela Albernaz, de 50 anos, Marilene Marins de Melo Neves, 38 anos, e Antônio Rama, 67 anos, pai do pastor.

Conforme divulgado pelo G1, a principal linha de investigação da polícia era um conflito entre assassino e pastor da igreja. A conclusão do inquérito confirmou esta versão, segundo o delegado. “O autor quis se vingar da ex-namorada e do pastor por ter sido desvinculado do grupo da igreja e estendeu essa vingança a outros fiéis”, explicou.

Conforme as investigações, o assassino foi afastado da célula de oração da igreja e excluído do grupo de Whatsapp composto pelos fiéis. “Foi isso que despertou a ira dele. Concluímos que a motivação não foi passional”, disse a delegada de Homicídio, Thays Regina Silva, que também cuidado do caso. Ela acrescentou, ainda, que foi descartada a possibilidade de feminicídio.

A delegada informou, ainda, que o autor segue afirmando que não se recorda do crime. “Ele repete isso e permanece em silêncio quando fazemos outras perguntas”, acrescentou.

Prisão

O homem de 39 anos teve a prisão preventiva decretada na última sexta-feira (24). Ele continua preso no Complexo Penitenciário Nossa Senhora do Carmo, em Carmo do Paranaíba, no Alto Paranaíba, para onde foi levado depois de receber alta hospitalar.

Ele estava internado no Hospital Municipal de Paracatu desde o dia do crime, quando foi atingido por um tiro na clavícula, disparado por um policial militar que atendeu a ocorrência.

O crime

Quatro pessoas morreram no dia 21 de maio em Paracatu, no Noroeste de MG, depois de um ataque de um homem de 39 anos. Segundo a Polícia Militar, ele estava na casa de familiares quando ouviu a mãe, a irmã e a ex-companheira fazendo oração, o que não o agradou.

Ele golpeou Heloísa Vieira Andrade no pescoço com um canivete. Ela não resistiu e morreu no local.

Em seguida, o homem foi até a Igreja Batista Shalom, que fica a três quarteirões da casa, onde cerca de 20 pessoas estavam reunidas. A PM contou que ele ameaçou matar o pastor Evandro Rama, que conseguiu fugir. Depois atirou e matou Rosangela Albernaz, de 50 anos, Marilene Marins de Melo Neves, 38 anos e Antônio Rama, 67 anos, pai do pastor.

A PM, que seguia até a casa onde aconteceu o primeiro homicídio, passou em frente à igreja e ouviu os disparos. Um policial entrou e tentou render o assassino, que usou uma das vítimas como escudo. O militar atirou contra o homem, que foi levado para o Hospital Municipal de Paracatu. Com ele, foram apreendidos uma arma, o canivete e munições intactas.

G1

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