O que se sabe sobre o professor de escolinha de futebol levado à força, morto e concretado dentro de geladeira em Uberlândia
Euclides Oliveira estava desaparecido desde 8 de junho, quando foi sequestrado na porta de casa em Uberlândia — Foto: Redes sociais/Reprodução Euclides de Oliveira, de 62 anos, estava desaparecido desde 8 de junho. De acordo com a Polícia Civil, ele foi executado por integrantes de uma facção criminosa em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. O corpo de Euclides de Oliveira, de 62 anos, desaparecido desde 8 de junho, foi encontrado na manhã desta terça-feira (16) dentro de uma carcaça de geladeira no bairro Nossa Senhora das Graças, em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. Segundo a polícia, o cadáver estava concretado e apresentava sinais de carbonização. A vítima havia sido levada à força da porta de casa, no bairro Tibery. O corpo foi localizado em um lote na Avenida Arcírio Cardoso da Silva, na região norte de Uberlândia, a cerca de 15 quilômetros do galpão onde a polícia suspeitava, inicialmente, que a vítima estivesse escondida. Segundo a Polícia Civil, Euclides foi morto por integrantes de uma facção criminosa. As investigações apontam que ele teria sido submetido a um “tribunal do crime” e executado por vingança após ser acusado por familiares de uma criança de 9 anos de abuso sexual. O g1 procurou a família de Euclides para comentar o avanço das investigações. A reportagem também questionou se os familiares são representados por advogado, mas não houve resposta até a última atualização da reportagem. Confira abaixo o que se sabe sobre o caso. No dia 8 de junho, a Polícia Militar (PM) foi acionada pela filha de Euclides. Ela informou que o pai estava na porta de casa, na Rua Roma, quando foi levado por quatro pessoas. A ação ocorreu por volta das 8h40 e foi registrada por uma câmera de segurança de uma residência vizinha. As imagens mostram um carro branco parando alguns metros à frente de onde Euclides estava. Em seguida, uma pessoa saiu do banco do passageiro, enquanto outras duas deixaram o banco traseiro. Um dos homens apontou uma arma para a vítima e a rendeu. Em seguida, o grupo colocou Euclides no veículo, que era conduzido por um quarto suspeito. Segundo o registro policial, outra imagem obtida pela Polícia Civil mostra Euclides sendo retirado do carro branco a poucos metros do local onde foi abordado. Depois, Euclides foi colocado em um veículo utilitário por dois homens. Um deles usava uma blusa vermelha e o outro, uma blusa azul. Família de investigado acusou a vítima de abuso sexual criança “O senhor Euclides participava de aulas em escolinhas de futebol e familiares o acusaram de ter molestado uma criança de nove anos. Criança essa que é irmã de um dos investigados contra o qual há mandado de prisão. Esse indivíduo, que é pertencente a uma facção criminosa, resolveu fazer o chamado tribunal do crime e com o apoio de mais membros dessa organização criminosa, sequestraram o senhor Euclides no Tibery e o levaram para um galpão no Jardim Europa”, disse o delegado Carlos Fernandes. Segundo a polícia, não há boletim de ocorrência, denúncia formal ou provas que sustentem a acusação de violência sexual contra Euclides. Ainda conforme as investigações, um dos suspeitos, apontado como integrante de uma facção criminosa e irmão da suposta vítima, teria organizado o sequestro de Euclides com a ajuda de outros envolvidos. “O que a Polícia Civil, o Estado de Minas Gerais não admite de maneira alguma é a justiça paralela. Tanto é que a gente está aqui para apurar um crime e responsabilizar as pessoas”, completou o delegado. Roupas de Euclides usadas para localizar o corpo — Foto: Érico Gabriel/TV Integração Na quinta-feira, a Polícia Civil informou que, diante das circunstâncias do caso, não havia chance de Euclides ser encontrado com vida. “Nenhuma possibilidade do Euclides ser encontrado vivo, infelizmente. Isso eu já tinha até reunido com os familiares e já relatado para eles que a chance era zero por conta de quem está envolvido no crime. São pessoas ligadas a crimes de homicídios, faccionadas. A gente sabe esse código crim…