Mulher é investigada por inventar roubo em salão de beleza e esconder perda de R$ 30 mil no Jogo do Tigrinho em Patos
Mulher de 29 anos disse ter sido assaltada dentro do estabelecimento, em Patos de Minas, no Alto Paranaíba. No entanto, ela confessou à PM que criou a história após perder R$ 750 de uma só vez em apostas recentes. Uma mulher de 29 anos é investigada por falsa comunicação de crime após inventar um suposto roubo dentro de um salão de beleza em Patos de Minas, no Alto Paranaíba. Segundo a Polícia Militar (PM), ela teria criado a história para esconder uma dívida de R$ 30 mil causada por apostas no Jogo do Tigrinho. O caso foi registrado na terça-feira (1º), no bairro Caramuru. Segundo a PM, a mulher afirmou inicialmente que havia sido assaltada dentro do estabelecimento. No entanto, durante o atendimento da ocorrência, ela admitiu que o roubo não havia acontecido e que inventou a história após acumular prejuízos em apostas virtuais. A mulher confessou aos militares que inventou a história após perder R$ 750 em apostas recentes. A PM não informou se a mulher é proprietária do salão de beleza. História inventada No primeiro relato feito à polícia, a mulher afirmou que se preparava para fechar o salão depois de atender a última cliente quando um homem entrou no estabelecimento e exigiu dinheiro ou uma transferência via Pix. Ainda segundo a versão apresentada inicialmente, o homem teria segurado os braços dela, rasgado a blusa e dado dois tapas no rosto. A mulher afirmou que ele permaneceu cerca de uma hora dentro do salão antes de fugir. Segundo o relato, o suspeito teria levado um celular, um cartão e R$ 400 em dinheiro. A mulher também contou aos policiais que, depois do suposto assalto, fechou parcialmente a porta do estabelecimento e saiu em busca de um telefone para pedir ajuda. Segundo ela, levou cerca de duas horas até conseguir falar com a mãe e, depois, acionar a Polícia Militar. História desmentida Enquanto investigavam a ocorrência, os policiais realizaram buscas e analisaram as informações apresentadas pela mulher. Durante o atendimento, ela admitiu que o roubo não havia acontecido. Segundo a PM, a mulher afirmou que inventou o assalto por causa dos prejuízos acumulados com apostas virtuais. Ela foi encaminhada à Delegacia de Polícia Civil e deverá responder por falsa comunicação de crime. Em nota, a Polícia Civil afirmou que investiga o caso. Já o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) informou que não localizou o processo com os dados disponíveis e, por isso, não pôde repassar mais informações. 🔍 Se condenada por falsa comunicação de crime, a mulher pode ser punida com detenção de 1 a 6 meses ou multa. A pena pode ser definida pela Justiça de acordo com as circunstâncias do caso. Gabriel Reis, g1