Kinross emite nota de esclarecimento sobre condições de barragem em Paracatu

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente de Paracatu e da Coordenadoria Regional das Promotorias de Justiça do Meio Ambiente das Bacias dos Rios Paracatu, Urucuia e Abaeté, em Patos de Minas, instaurou Inquérito Civil Público para investigar o comprometimento do aterro compactado da barragem de Eustáquio, na cidade de Paracatu, no noroeste do estado.

O inquérito foi instaurado devido à detecção de fissuras, início de processos erosivos e prováveis comprometimentos geotécnicos dessa estrutura de represamento mineral. Os fatos foram representados pela Polícia Militar Ambiental local.

Sabe-se que a barragem de Eustáquio possui capacidade para 750 milhões de metros cúbicos dos quais cerca de 143 milhões já foram utilizados para depositar rejeitos da mineração. Destaca-se, inclusive, que os complexos de barragens são os maiores existentes no país, em operação a céu aberto, razões pelas quais todas as medidas de reparação e de conservação de tais interesses coletivos serão requeridas e auditadas pelo MPMG.

Após repercussão da notícia divulgada pelo portal G1 e replicada pela Rádio Montanheza, nessa quinta-feira (5), sobre o registro de fissuras e trincas em barragem de mineradora em Paracatu, a Kinross emitiu nota de esclarecimento o assunto. A nota foi enviada à Rádio Montanheza na manhã desta sexta-feira (6).

Ler mais: PM de Meio Ambiente registra fissuras e trincas em barragem de mineradora em Paracatu

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Com relação ao inquérito civil instaurado pelo Ministério Público de Minas Gerais a respeito das condições da barragem do Eustáquio, em Paracatu (MG), a Kinross esclarece que:

  • A barragem encontra-se estabilizada e sem qualquer comprometimento em sua estrutura.
  • A segurança da barragem é atestada por especialistas nacionais e internacionais, que adotam procedimentos de engenharia realizados de acordo com a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) e o ICOLD (Comitê Internacional de Grandes Barragens).
  • As barragens da empresa possuem laudos técnicos que atestam sua estabilidade e são fiscalizadas por instituições públicas federais, como Agência Nacional de Mineração (ANM), e estaduais (IGAM, FEAM e SUPRAM).
  • A empresa possui um plano de emergência sempre atualizado. A Kinross realiza, em parceria com a Defesa Civil Municipal, o Corpo de Bombeiros e das Polícias Civil, Militar, Ambiental e Rodoviária Estadual e Federal, treinamentos com comunidades vizinhas à barragem sobre como proceder em situações de emergência.
  • As alterações às quais se refere a denúncia são resultado de um processo erosivo superficial e pontual causado pelas chuvas recentes na região. Este fato é esperado durante o período chuvoso e não altera a estabilidade e a segurança das barragens.
  • As erosões já haviam sido identificadas pelas equipes de monitoramento de barragens, que atuam 24 horas por dia, e as ações corretivas já foram realizadas.
  • A Kinross possui equipes treinadas para monitorar as suas estruturas e que realizam inspeções visuais quinzenais, leitura e análise dos instrumentos instalados nas barragens. Além disso, a empresa trabalha com uma Sala de Controle, que possibilita um monitoramento 24 horas de suas estruturas por meio dos instrumentos e câmeras instaladas. É importante ressaltar que não há nenhuma indicação de alteração nos instrumentos instalados nas barragens.
  • A empresa mantém programa de visitas às suas barragens, viabilizando condições para que informações sobre as estruturas sejam repassadas à comunidade e autoridades, da forma mais transparente possível. Em 2019, foram recebidos, para ver de perto a segurança das barragens, 1200 visitantes e o programa de visitas de 2020 já se iniciou.
  • Em 26 anos de história, a Kinross Gold Corporation sempre registrou condição de total segurança das suas barragens em suas operações no Brasil e no exterior, projetando, construindo e monitorando as estruturas continuamente e respeitando totalmente as normas técnicas brasileiras e as exigências dos órgãos reguladores estaduais e federais.

Por Anderson Franque com informações Paracatu News

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