Júri popular do assassino da ex-namorada e de mais 3 pessoas dentro de igreja evangélica em Paracatu é suspenso a pedido da defesa

Advogado do acusado interpôs recurso com o pedido de liminar questionando a imparcialidade do júri; suspensão segué até julgamento do mérito na 2ª instância.

O julgamento de Rudson Aragão Guimarães, que estava marcado para o próximo dia 3 de novembro foi suspenso a pedido da defesa do réu. Ele é acusado de matar no dia 21 de maio de 2019, a ex-namorada com golpes de canivete, invadir uma igreja e atirar contra três pessoas, em Paracatu, no Noroeste de Minas.

De acordo com informações do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), o advogado do acusado interpôs recurso com o pedido de liminar, solicitando o desaforamento do julgamento. A defesa alegou que existe dúvida sobre a imparcialidade do júri, pelo crime ter adquirido grande notoriedade em toda região.

Com o deferimento da liminar pelo desembargador Pedro Coelho Vergara, na terça-feira (26), o julgamento está suspenso e no aguardo da decisão final, a cargo da 2ª instância do TJMG. No momento, o processo encontra-se em na Procuradoria Geral de Justiça.

O júri popular de Rudson Aragão Guimarães estava marcado para a próxima quarta-feira (3), a partir das 8h, no Fórum Martinho Campos Sobrinho, em Paracatu. De acordo com a Secretaria de Justiça e Segurança Pública, o réu está preso na Penitenciária de Unaí I – Agostinho de Oliveira Junior.

Relembre o caso

Rudson Aragão Guimarães assassinou a ex-namorada no dia 21 de maio de 2019 e depois invadiu um Igreja Batista Shalom e matou mais três pessoas a tiros: duas mulheres e um homem. .

De acordo com o tenente-coronel da Polícia Militar Luiz Magalhães, o assassino estava na casa da família dele, no Bairro Bela Vista, juntamente com a ex-namorada, Heloísa Vieira Andrade de 59 anos, a mãe e a irmã. No local, ele golpeou a Heloísa no pescoço com um canivete e seguiu para a igreja, que ficava a três quarteirões da casa.

Um desentendimento entre o assassino e o pastor da Igreja Batista Shalom pode ter motivado o ataque, segundo a delegada de homicídio, Thays Regina Silva, em entrevista na época do crime.

O pastor Evandro Rama celebrava o culto, foi perseguido e juntamente com outras pessoas, conseguiu fugir pelo fundo da igreja. Conforme a ocorrência, ele pulou um muro.

Testemunhas disseram para a Polícia Civil que o pastor sofria ameaças do assassino e que, a princípio, o motivo seria uma repreensão da igreja em relação as atitudes do autor dos tiros.

Três pessoas foram atingidas com tiros na cabeça dentro da igreja. Uma equipe da polícia passava pelo local e ouviu os disparos.

O assassino foi socorrido para o Hospital Municipal de Paracatu e passou por cirurgia. Segundo informou a administração, o estado de saúde é estável. As vítimas foram enterradas em Paracatu e Uberlândia.

As vítimas

Após matar a ex-namorada Heloísa Vieira Andrade, o assassino matou mais 3 pessoas que estavam em um culto na Igreja Batista Shalom. Veja quem eram as vítimas.

  • Heloísa Vieira Andrade, de 59 anos
Heloísa Vieira Andrade — Foto: Reprodução/Facebook

Heloísa Vieira Andrade — Foto: Reprodução/Facebook

Ela era ex-namorada do assassino e morreu ao ser golpeada com um canivete no pescoço. Heloísa trabalhava como coaching, dava treinamentos em empresas e palestras. A vítima estava na casa dos familiares do criminoso quando foi morta.

  • Rosangela Albernaz, de 50 anos
Rosangela Albernaz — Foto: Redes Sociais

Rosangela Albernaz — Foto: Redes Sociais

Membro da Igreja Batista Shalom, ela era proprietária de uma lanchonete que fica a um quarteirão da igreja. Segundo a PM, a vítima tinha duas filhas e estava na reunião junto com o marido durante o crime. Ele conseguiu fugir da igreja e chamou a polícia.

  • Marilene Marins de Melo Neves, 38 anos
Marilene Marins de Melo Neves — Foto: Redes Sociais

Marilene Marins de Melo Neves — Foto: Redes Sociais

Membro da Igreja Batista Shalom, ela trabalhava como serviços gerais na Escola Municipal Coraci Meireles e da Creche Domingas de Oliveira, onde também auxiliava na cantina. Ela era casada e tinha filhos e um neto.

  • Antônio Rama, 67 anos
Antônio Rama  — Foto: Redes sociais

Antônio Rama — Foto: Redes sociais

O aposentado era membro da igreja e pai do pastor Evandro Rama, que celebrava o culto na hora do crime. Segundo a Polícia Militar, o homem entrou na Igreja Batista Shalom procurando pelo pastor e atirou contra o pai dele por vingança.

G1

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