Golpe do WhatsApp faz vítima em Vazante

Depois de crimes cibernéticos envolvendo o auxílio emergencial, clonagem de celulares, falsos depósitos e furtos de cartões, outro golpe tem se tornado mais frequente em todo o País. Trata-se de um estelionato aplicado a partir da criação de um falso perfil de WhatsApp, usado para pedir dinheiro a amigos e familiares da vítima.

Embora o modelo de golpe não seja novo, vem fazendo cada vez mais vítimas, inclusive em Vazante.

Na cidade, uma senhora foi alvo de estelionatários. Eles usaram o nome da filha para aplicar o golpe, criando uma conta falsa, mas com foto e dados extraídos das redes sociais.

Durante a conversa, a “filha” pede a mãe, a vítima, para que a ajude. Pede que a mãe faça um pagamento para ela porque seu app do banco não está funcionando e que mais tarde lhe passaria o dinheiro.

Em seguida passa uma conta para depósito na CAIXA, agência 162, em nome de Antônio Marcos Souza Santos. O número da instituição financeira consultada mostra que a agência está localizada em Uberlândia.

A vítima, confiando que era a filha, fez o depósito de R$ 2.000,00, na Casa Lotérica da cidade. Ela descobriu que caiu no golpe, quando encontrou a filha minutos depois.

Segundo ela, o estelionatário continuou mandando mensagens e ligando. A filha chegou conversar o indivíduo se passando pela mãe.

Elas procuraram a Casa Lotérica para cancelar a operação, mas já era tarde demais. Após isso, procuraram a polícia para relatar o caso.

Indignada, a filha, Laydiane Monteiro, usou a rede social Facebook para alertar as pessoas para que não caiam nesse tipo de golpe. Ela postou parte da conversa do estelionatário com a mãe.

Uma forma de identificar se a história é, de fato, um golpe, é entrar em contato com a pessoa que supostamente esteja pedindo dinheiro por meio de outro número de telefone, como o do “antigo” WhatsApp.

O fato de a pessoa ter um perfil aberto e com muitas informações sobre vida pessoal e relacionamentos pode facilitar a atuação dos criminosos.

O golpe começa a ser aplicado quando os bandidos criam um perfil de WhatsApp com a foto da vítima, possivelmente encontrada em redes sociais. Por meio do aplicativo de mensagens instantâneas, os criminosos entram em contato com amigos e familiares da pessoa, passando-se por ela.

Os golpistas informam, em alguns casos, que o número de WhatsApp mudou e, após algumas trocas de mensagens, pedem uma transferência bancária. A ajuda financeira é solicitada com histórias fajutas, como a necessidade de pagamento a um fornecedor, após a pessoa já ter excedido o limite de transferências bancárias do dia.

A prevenção ainda é considerada a principal estratégia de combate a esse crime. Confira dicas para não cair em golpes:

  • Não acredite em desconhecidos que lhe abordam na rua ou por telefone. Não acesse links na internet dos quais não tenha segurança. Desconfie;
  • Golpistas, em geral, oferecem alguma vantagem para atrair a vítima e têm pressa para obter a vantagem. Fique atento a isso;
  • Converse com familiares, amigos ou mesmo gerente de banco se tiver desconfiança. Estelionatários tentam criar meios de impedir que a vítima busque orientação, como mantê-la ao telefone, para que não seja alertada;
  • Não faça depósitos bancários e nem recargas de celulares para quem não conhece;
  • No caso dos leilões, verifique se os leiloeiros estão cadastrados junto ao Judiciário. As contas para depósito em leilões oficiais não são de pessoa física ou jurídica e, sim, judiciais;
  • No WhatsApp, habilite a verificação em duas etapas e não forneça esse tipo de código por telefone. Mas, caso já tenha sido vítima, tente rapidamente deletar o aplicativo, baixar e registrar novamente. Caso isso não funcione, se o PIN for solicitado, insira o número errado até que o app seja bloqueado temporariamente. Avise seus contatos, por meio das redes sociais ou pessoalmente, sobre o risco de alguém pedir dinheiro em seu nome. Comunique a clonagem por e-mail ao WhatsApp ([email protected]) para que a conta seja bloqueada;
  • Caso seja contatado por alguém próximo, dizendo que mudou de WhatsApp, ligue para o número que já tinha da pessoa e confirme isso
  • Em aluguéis de imóveis, desconfie de preços abaixo do mercado, se o dono exigir adiantamento e tiver pressa para que o depósito seja feito ou mesmo se o proprietário não aceitar atender a ligações ou se recusar a receber visita do locatário, para conferir a casa;
  • Se receber contato por telefonema ou mensagem de familiar pedindo ajuda, certifique-se de que é real. Converse com outros parentes antes de fazer qualquer depósito;
  • Se estiver vendendo algo, não entregue o bem antes de ter certeza de que recebeu o valor do pagamento. Depósitos só são confirmados pelo banco após a conferência do envelope. Então, aguarde para enviar a mercadoria;
  • Se tiver um familiar ou conhecido idoso, oriente a pessoa sobre os golpes mais comuns e como se prevenir deles;
  • Caso isso ocorra, procure a polícia e denuncie.

Por Anderson Franque / Montanheza 93.5

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