EUA fecham consulado chinês em Houston para “proteger propriedade intelectual dos americanos”

Nesta semana, cidadãos chineses foram indiciados por ciberataques a empresas envolvidas na busca de uma vacina contra o coronavírus nos Estados Unidos

O consulado chinês em Houston, nos Estados Unidos, foi fechado “para proteger a propriedade intelectual americana e as informações privadas dos americanos”, afirmou uma porta-voz do Departamento de Estado nesta quarta-feira (22). A informação foi divulgada após um vigoroso protesto de Pequim, na China, contra a decisão.

— A Convenção de Viena diz que os diplomatas de Estado devem “respeitar as leis e as regras do país anfitrião” e “têm o dever de não interferir nos assuntos internos desse Estado” — afirmou a porta-voz Morgan Ortagus, durante visita do secretário de Estado americano, Mike Pompeo, a Copenhague.

As autoridades chinesas denunciaram a decisão, a qual classificaram de “provocação política” que prejudicará as relações diplomáticas bilaterais.

— A China condena esta decisão escandalosa e injustificada — disse o porta-voz do Ministério chinês das Relações Exteriores, Wang Wenbin, pedindo que Washington recue, em caso contrário, Pequim responderá da maneira “adequada”.

As autoridades chinesas acusaram os Estados Unidos de “calúnias”, depois que dois cidadãos do gigante asiático foram indiciados por ciberataques a empresas envolvidas na busca de uma vacina contra o coronavírus.

Segundo as autoridades americanas, Li Xiaoyu, 34 anos, e Dong Jiazhi, 33, teriam tomado como alvo empresas da Califórnia que trabalham na busca de uma vacina e de um tratamento para o coronavírus. Li e Dong não foram detidos e estariam na China hoje. Pequim refutou as acusações.

 — O governo chinês é um fervoroso defensor da segurança cibernética e sempre se opôs a ataques cibernéticos — acrescentou o porta-voz, exortando Washington a “acabar com essas calúnias e difamações contra a China”.

O governo do presidente Donald Trump mantém há meses um tom muito crítico em relação às autoridades chinesas, as quais acusa de terem escondido a magnitude da propagação da covid-19 desde o surgimento da doença no centro do país, no final de 2019.

GZH

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