‘Ele estava sendo ameaçado’, diz viúva de Cássio Remis, candidato a vereador assassinado em Patrocínio
‘Ele estava sendo ameaçado’, diz viúva de Cássio Remis, candidato a vereador assassinado em Patrocínio Uma semana após o homicídio do candidato a vereador Cássio Remis, em Patrocínio, a viúva contou ao G1 que ele havia sido ameaçado e pretendia contratar um segurança. O político foi assassinado a tiros na última quinta-feira (24) e o autor dos disparos, o então secretário de Obras Jorge Marra, que é irmão do prefeito da cidade, foi preso três dias depois. Ele está no Presídio Sebastião Satiro, em Patos de Minas. O inquérito da Polícia Civil ainda não foi concluído. Segundo a pedagoga Nayara Cristine de Queiroz Remis, no dia do crime o marido saiu de casa antes do café da manhã para apurar uma denúncia de que pré-candidatos do mesmo partido dele, o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), estavam recebendo proposta em dinheiro para desistir da candidatura. “Depois disso, voltou para casa, tomamos café e ele não demonstrou nenhum medo. À tarde, depois do almoço, eu fui para a escola e ele para o escritório de advocacia”. No meio da tarde, a esposa recebeu uma ligação do cunhado dizendo que Cássio havia tomado um tiro. “Pensei que iria levar ele ao hospital, mas quando cheguei, já vi um tumulto e o corpo no chão coberto com aquele forro prateado. Todos gritavam: Jorge Marra matou o Cássio”, relembrou. Ameaças A viúva acredita que o crime tenha sido premeditado pela forma como ocorreu. “Ele fez apenas um minuto de live e o secretário já chegou nervoso, provavelmente já estava com raiva por algum outro motivo. Depois de pegar o celular, fez Cássio ir até a secretaria onde o revólver estava e, além de atirar pelas costas, deu dois tiros na cabeça, para matar”, falou Nayara. Ela conta que o marido fazia frequentes denúncias no Ministério Público contra o atual prefeito de Patrocínio, Deiró Marra, filmava e recebia muitos vídeos e flagrantes pelo celular, que até esta quinta-feira (1º) não foi encontrado. “Ele dizia que a vida dele estava naquele telefone”. Segundo a pedagoga, após o crime, ela soube que o marido já tinha recebido ameaça de morte em duas ocasiões, mas nunca havia contado para a família. “Ele andava dizendo pra mim que, se morresse, eu sabia onde estava isso ou aquilo, e que queria contratar um segurança. Eu levava na brincadeira e falava que ele ia ficar chique com guarda-costas”, contou. Sobre as ameaças e denúncias contra a Prefeitura, o G1 pediu posicionamento para a assessoria do prefeito Deiró Marra. Até a última atualização da reportagem, não obteve retorno. G1