Dois suplentes de vereadores de Uberlândia são denunciados pelo MP por desvio de verbas indenizatórias

Murilo Ferreira pode ficar impedido de assumir a cadeira da ex-parlamentar Flávia Carvalho e sargento Araújo também foi indiciado em esquema envolvendo gráficas. Eles se posicionaram.

Nesta segunda-feira (27), o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) apresentou à Justiça novas denúncias pela Operação “Má Impressão”, desencadeada em dezembro de 2019, para apurar desvio das verbas de gabinete por meio de serviços gráficos. Foram indiciados Murilo Ferreira (sem partido) e Sargento Araújo (SD) pelos crimes de peculato, desvio e lavagem de dinheiro, e uso de notas fiscais faltas.

Durante a “Má Impressão”, no último mês, o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) prendeu 19 vereadores de Uberlândia.

Murilo Ferreira é suplente da ex-vereadora Flávia Carvalho (PDT), que fez acordo com o MPMG e renunciou ao mandato. Já Sargento Araújo (SD) é suplente do vereador afastado Paulo César, o PC (SD).

De acordo com a denúncia do Ministério Público, Murilo Ferreira utilizou indevidamente R$ 13 mil de verba indenizatória recebidos em fevereiro e março de 2018, período em que substituiu Flávia Carvalho na Casa Legislativa. Na denúncia, a promotoria pede uma medida cautelar para que ele não possa assumir o cargos da vereada na próxima segunda-feira (3), data marcada para a posse dos suplentes.

Já o Sargento Araújo foi denunciado pela utilização indevida de R$ 6 mil da verba indenizatória durante um mês em que substituiu Juliano Modesto (SD) no Legislativo. Ainda é indefinida a posse dele como suplente, já que o afastamento de Paulo César é válido até o dia 31 de janeiro. Segundo o MPMG ele poderá voltar às atividades legislativas caso esclareça o uso do recurso de gabinete.

Segundo a assessoria da Câmara, o vereador PC já apresentou os documentos comprovando a utilização correta da verba indenizatória e deve reassumir o cargo na próxima segunda.

Contudo, caso a análise da documentação pelo Gaeco seja desfavorável ao PC, o Sargento Araújo também pode ficar impedido de assumir a função no Legislativo por conta da denúncia realizada pela promotoria nesta segunda-feira.

À TV Integração, o Sargento Araújo afirmou vai tomar ciência de todos os fatos para se pronunciar.

Já Murilo Ferreira informou que refuta a acusação, pois tem documentação comprovando a produção e distribuição de material gráfico e que as provas serão apresentadas em juízo no momento oportuno. Ele afirmou, ainda, que nunca teve contato com dono de nenhuma gráfica e que nunca desviou dinheiro público.

Renúncias

O vereador Roger Dantas (Patriota), protocolou carta de renúncia nesta segunda-feira (27). Nesta terça-feira (28), uma reunião na Câmara deve definir a data de uma sessão para a leitura da carta.

Nas últimas semanas, foram feitas as leituras das renúncias oficiais de Flávia Carvalho (PDT) e Felipe Felps (PSB), além de Ricardo Santos (PP).

Em 2019, Ismar Prado (PMB) já havia renunciado, após investigação de desvio de verbas durante a Operação “O Poderoso Chefão”.

Todos são investigados por esquemas de uso irregular da verba indenizatória com gráficas. Depois que a maioria dos vereadores deixou a prisão, o Gaeco recomendou à Câmara que eles sigam afastados.

A posse dos suplentes está marcada para a primeira sessão do ano, no dia 3 de fevereiro.

G1

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