Coordenadora regional do DER-MG é presa suspeita de receber dinheiro para favorecer empresa em obras no Anel Viário Sul, em Uberlândia
Segundo o MPMG, Patrícia Metz Peixoto foi presa pelos crimes de falsidade ideológica, corrupção, advocacia administrativa e sonegação de documentos. Entenda o caso. A coordenadora regional do Departamento Estadual de Estradas de Rodagem (DER-MG) de Uberlândia, Patrícia Metz Peixoto, foi presa preventivamente na manhã desta quinta-feira (15). O mandado de prisão foi expedido após pedido do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) pelos crimes de falsidade ideológica, corrupção, advocacia administrativa e sonegação de documentos. Ela foi presa no condomínio onde mora, no bairro Laranjeiras. A servidora estava afastada do cargo desde setembro por decisão judicial com base na investigação do MPMG do projeto de acesso ao Anel Viário Sul. O processo judicial segue sob segredo de Justiça. Na tarde de quinta-feira (15), a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) confirmou que Patrícia Metz Peixoto foi encaminhada para a penitenciária Professor João Pimenta da Veiga, em Uberlândia, onde está à disposição da Justiça. Pagamentos recebidos Segundo o MPMG, Patrícia Metz teria recebido pagamentos em troca de atos praticados para favorecer demandas da construtora GSP Life Botânica, responsável pela obra na Serra da Bodoquena, entrada do bairro São Jorge. Os valores ainda não foram totalizados, porém, de acordo com o Ministério Público, há o recebimento de pelo menos R$ 230 mil. Em nota, a defesa da servidora, realizada pelo Claudio Fontoura Advogados, não vê justificativa para ‘medida extrema de privação de liberdade’ antes do julgamento. Veja o posicionamento na íntegra abaixo. O DER-MG, por meio de nota, afirmou que colabora com as autoridades e que não compactua com desvios de conduta. Leia a íntegra da nota mais abaixo. A TV Integração também entrou em contato com a empresa GSP Life Botânica, mas não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem. O que disse a defesa de Patrícia “Patrícia é servidora pública de carreira, primária, tem endereço certo e advogados constituídos nos autos desde julho, compareceu a todos os atos para os quais foi convocada e está afastada de suas funções no DER-MG, por decisão judicial, desde o fim de setembro. A defesa não vislumbra o mais remoto elemento que justificaria a medida extrema da privação de liberdade. A prisão antes do julgamento é, em nosso ordenamento, medida de exceção, reservada a hipóteses extremas e que não se justifica onde providências menos gravosas já se revelaram suficientes. A defesa, pelos meios processuais cabíveis, elevou seus fundamentos e requerimentos às autoridades judiciais competentes, depositando sua confiança para que seja observado o mais elementar direito Constitucional de aguardar a tramitação do processo em liberdade.” O que disse o DER-MG “O Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG) informa que, diante da possível gravidade dos fatos, acionou a Controladoria-Geral do Estado para adoção das providências para apuração de eventual responsabilidade administrativa, sem prejuízo das apurações paralelamente conduzidas pelas demais autoridades. A servidora citada é efetiva e está afastada de suas funções. A autarquia teve ciência da existência de processo judicial criminal no fim de setembro de 2026. O processo tramita sob segredo de justiça, e o DER-MG não teve acesso aos demais autos judiciais. Desde as primeiras solicitações relacionadas ao caso, o DER-MG tem cooperado ativamente com as autoridades competentes, prestando esclarecimentos, e permanece à disposição para contribuir com a apuração dos fatos. O DER-MG reafirma seu compromisso com uma atuação séria, ética e responsável, em observância ao processo legal, ao contraditório e à ampla defesa. A instituição não compactua com eventuais desvios de conduta ou práticas incompatíveis com os princípios da administração pública.” Entenda o caso A construção do acesso ao Anel Viário Sul de Uberlândia, é alvo de uma disputa judicial desde 2019. A Prefeitura entrou na Justiça…