Com água batendo no corpo da Ponte do Arco em Patos de Minas, engenheiros avaliam estrutura interditada

O trânsito foi interditado no local e, nesta manhã, membros da Defesa Civil e o engenheiro Eduardo Pains foram para o local avaliar a situação.

O Rio Paranaíba alcançou o corpo da Ponte do Arco e a água já bate na estrutura de concreto. O trânsito foi interditado no local e, nesta manhã, membros da Defesa Civil e o engenheiro Eduardo Pains foram para o local avaliar a situação. A Ponte foi inaugurada em 1926 e é tombado pelo Patrimônio Histórico.

Considerada por muitos como a maior enchente desde a de 1992, as águas do Rio Paranaíba assustam moradores no bairro Nossa Senhora Aparecida. As imediações da ponte já estão alagadas e a cheia ameaça muitas residências. O senhor Pedro Paulo Rodrigues da Silva falou com a reportagem do Patos Hoje estando com a água batendo na altura do joelho. Ele disse que vai sair de casa.

Outra preocupação da Defesa Civil é com a estrutura da ponte. Técnicos da Defesa Civil avaliaram a estrutura nesta manhã e, segundo o engenheiro Eduardo Pains, a estrutura não sofreu nenhum abalo até o momento. Entretanto, a ponte não foi feita para receber peso lateral e, dependendo da quantidade de água e da força da correnteza, a estrutura pode ser comprometida.

Eduardo disse que não é possível liberar o trânsito de veículos no local, enquanto a água estiver batendo no corpo da ponte, como ocorre neste momento. As pessoas que precisam chegar ao outro lado, devem passar pela BR 365 e Estrada da Serrinha, como fizeram os funcionários das indústrias instaladas no distrito industrial.

Questionado sobre a necessidade de construção de outra ponte sobre o Rio Paranaíba, Eduardo disse que já existem projetos sendo analisados. A enchente que assola Patos de Minas neste momento, deve acelerar o processo.

A Polícia Militar pede as pessoas que não se dirijam para áreas de alagamento. Além do risco, a movimentação sem necessidade atrapalha o trabalho de resgate das vítimas. Os moradores afetados pela enchente também estão sofrendo e reclamam da exposição aleatória de seus dramas nas redes sociais.

Patos Hoje

Share on facebook
Facebook
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn