Aviões da FAB serão usados no resgate de brasileiros no exterior

O governo vai recorrer à Força Aérea Brasileira (FAB) para resgatar cidadãos brasileiros no exterior, que estão impedidos de voltar para o Brasil em razão do fechamento das fronteiras pelos países para combater o coronavírus. Na manhã desta terça-feira (24), dois aviões C-130 (Hércules) decolam do Rio de Janeiro em direção a Cusco, no Peru.

Com previsão de chegada na quarta-feira (25), cada uma das aeronaves levará uma equipe médica e material de defesa biológica. Serão repatriados brasileiros que se encontram isolados e enfrentando dificuldades naquela localidade, em atuação coordenada com o Itamaraty. Estima-se que haja cerca de 200 pessoas presas em Cusco, que não conseguiram voltar para o Brasil.

Existem cerca de 6 mil brasileiros impedidos de retornar ao Brasil espalhados em todo o mundo. Estão em situação mais crítica cidadãos que estão em Portugal, Peru, México e Equador e tentam voltar para casa há mais de uma semana, quando as medidas adotadas pelos governos começaram a vigorar.

Desde então, o Itamaraty vem tentando negociar com as companhias aéreas a abertura de voos para trazer de volta os brasileiros. Os resultados, porém, estão aquém do esperado. Há casos, como a pernambucana Bárbara Silva, que precisou comprar outra passagem de volta para o dia 28, por cerca de R$ 4 mil, mas não tem garantia se vai conseguir embarcar.

O Itamaraty pediu R$ 12 milhões ao Ministério da Economia, para fretar aviões que possam fazer o resgate. Mais cedo, a expectativa era que a liberação fosse anunciada ainda nesta segunda-feira, o que não aconteceu. Nos últimos dias, pelo menos 2 mil brasileiros conseguiram embarcar em voos de carreira, mas o número ainda é pequeno, diante da quantidade de pessoas que aguardam uma solução, muitas das quais sem dinheiro para comer ou lugar para se hospedar.

“Estamos presos aqui há mais de uma semana, com fechamento das fronteiras. Já preenchemos vários formulários e o que temos são desinformações e desencontros. Meu filho está sofrendo com a altitude, pois tem retração de tímpano. Aqui há pessoas sem dinheiro, dormindo de favor na casa de pessoas generosas, sem terem o que comer. Há pessoas com doenças graves. Chegamos ao limite”, afirmou Marco Evangelista, policial civil que está em Cusco com a mulher e o filho de 11 anos.

Agência Brasil

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