Adolescente liga para a PM e confessa ter matado a avó materna enforcada em Uberaba

Viatura Polícia Militar — Foto: Reprodução/TV Integração

Menor afirmou que cometeu o homicídio e conviveu normalmente com o cadáver por quatro dias. Vítima era deficiente, segundo a polícia.

Um adolescente, de 15 anos, foi apreendido no domingo (29) após ligar para a Polícia Militar (PM) pelo 190 e confessar ter matado a avó materna, de 61 anos, no Bairro Costa Telles I, em Uberaba. O caso é investigado pela Polícia Civil, por meio da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Segundo a PM, na ligação, o menor confessou o crime e contou que estava próximo à Avenida João Teodoro de Almeida, no Bairro São José, a caminho da linha férrea para cometer suicídio. Ele relatou que vivia com avó e que o homicídio teria ocorrido na última quinta-feira (26).

Ainda no telefone, o adolescente afirmou que faz acompanhamento médico psicológico, que ouvia vozes na cabeça e que não quis tomar os medicamentos.

Uma equipe da PM foi até onde o menor estava. No local, ele revelou ter matado a avó por enforcamento por motivos fúteis e que conviveu normalmente com o cadáver durante esses dias.

Ele recebeu voz de apreensão em flagrante e foi levado à delegacia, acompanhado da mãe. O celular dele também foi apreendido.

Corpo encontrado

Simultaneamente, outra equipe da PM foi até a casa onde ocorreu o homicídio, na Rua Joaquim Gomes Caiado. Como ninguém atendia e o imóvel estava trancado, os militares precisaram retirar o portão da garagem dos trilhos e, em seguida, arrombar a porta da cozinha.

Os policiais viram que a casa estava extremamente desorganizada, com vários pertences espalhados pelo chão. Além disso, o mau cheiro estava forte, já que o corpo estava em estágio inicial de putrefação.

A vítima estava caída próximo à cama de um dos quartos. A perícia foi acionada e removeu o corpo ao Instituto Médico Legal (IML).

Na casa, também foi encontrado e apreendido um caderno do adolescente escrito “minha justificação é matar ela, mas matar é injustificável, eu sou um monstro (sic)”.

Ainda conforme a PM, a vítima tinha deficiência em uma das pernas e usava um triciclo para se locomover.

G1

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